Cinéfilo: entrelinhas filosóficas em obras cinematográficas

Robeerto D'Arte

Roberto D´arte é um cinéfilo: um amante e conhecedor do Cinema e da Filosofia, sem estabelecer hierarquia ou preferências entre tais áreas, uma vez que ambas, respeitando as suas especificidades, funcionam para ele como instrumentos eficazes para pensar e entender o mundo, o outro e a si mesmo. Betto, como é chamado pelos amigos, é possuidor de uma personalidade inquieta e que nutre imenso amor por todos os aspectos da vida. Por isso, o jogo de ambivalência exposto no título do livro não poderia ser mais feliz. Além da leitura leve, agradável e dinâmica, Betto consegue integrar em seus textos as suas áreas de atuação profissional: a Filosofia, a Educação e o Jornalismo. Como leitor-observador perspicaz da arte e da realidade, ao analisar filmes contemporâneos, dialoga também com o pensamento filosófico de várias épocas, mostrando que, independentemente dos contextos históricos, há na história do Homem fortes lastros que nos unem, configurando uma condição humana. Não por acaso a maioria das crônicas deste livro aborda questões filosóficas e universais: o amor, a morte, o poder, a infância, a memória, a velhice, Deus e a própria arte. O livro já valeria a sua leitura por oferecer ao leitor uma excelente antologia comentada de filmes que precisam ser sempre vistos e revistos, mesmo não sendo esta a intenção de CINÉFILO.  

De forças e de fantasmas: o demoníaco no cinema clássico

Luiz Soares Junior

De Forças e de Fantasmas: o demoníaco no cinema clássico é um livro de vulto e não se conforma aos modos e métodos e mero levantamento, descrição e comunicação em que a análise cinematográfica muitas vezes se esgota por não conseguir transcender o dado material imediato da representação. Não é pensamento com estilo; o estilo é o próprio pensamento, uma conformidade da forma com o sentido. O estilo deveria ser uma condição intelectual pois , fora da busca do estilo, não é pensamento e coração, há relatório e “bibliotecagem”. A crítica de Luiz Soares Júnior seria mais semelhante a uma autopsia espiritual do que a uma catalogação de procedimentos quantificáveis à luz de uma bibliografia. É árduo, mas é também recompensador, pois encontramos uma obra que busca um modo próprio de falar as coisas. É ousado sob qualquer ponto de vista, a começar pela dispensa da polifonia bibliográfica. econhece os seus fiadores (Daney, certo Narboni, Deleuze, Nietzsche, Scheffer), mas insiste em um ensaio livre, não em uma monografia

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